Alimentação

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Foram abordados nesse artigo aspectos bem gerais da nutrição animal. Essa abordagem, certamente, fará surgir inúmeras dúvidas, que o Portal Saúde Animal terá o prazer de esclarecer.

Dado que a pesquisa foi feita em duas coletâneas de artigos, um livro de Bioquímica e um de Nutrição Animal, os dados aqui apresentados podem diferir de valores apresentados em embalagens de alimentos ou outras literaturas. Essas variações são pertinentes, já que a metodologia e a finalidade dos estudos variam de grupo para grupo.

Apresentar o artigo sem a utilização de termos técnicos seria inviável e tornaria o texto ainda mais extenso e cansativo. O leitor fica convidado, então, a pesquisar na literatura específica ou, como já dito, a nos escrever e esclarecer as dúvidas que surjam.

Especificidades da nutrição animal eventualmente serão abordadas em outras ocasiões. Para tanto, convidamos o leitor a sugerir possíveis temas para futuros artigos.

sábado 17 dezembro 2011 14:18 , em Alimentação


ALIMENTAÇÃO ADEQUADA E MÉTODOS DE ALIMENTAÇÃO

Muito se discute quanto à melhor e mais adequada alimentação. Ração e alimento fresco tem suas vantagens e desvantagens. Analisar o quotidiano familiar, junto às necessidades particulares do animal, é fundamental para obter sucesso na sua nutrição. para tanto, torna-se indispensável a consulta a um Médico Veterinário, que ou indicará o melhor cardápio fresco, ou a ração mais indicada ao cão para cada estágio de vida.

Cães filhotes, adultos e mesmo velhos podem ser incitados a trocar o hábito alimentar, passando da comida caseira à ração e vice-versa, dependendo da necessidade. Independente de como for a troca, esta deve ser mais gradual à medida em que aumenta a idade do animal, já que este pode se mostrar mais resistente fisiológica e/ou psicologicamente à mudança alimentar.

Independente do alimento, uma prática salutar é determinar horários em que a alimentação será ministrada.

sábado 17 dezembro 2011 14:17 , em Alimentação


Alguns aspectos importantes da nutrição animal (OS NUTRIENTES)

Além de se preocupar com a composição básica da ração (carnes, vegetais, farinhas), ou com a composição da alimentação natural, deve-se levar em consideração o que esses componentes oferecem de nutrientes para o animal. Levando-se em conta que a energia retirada pelo organismo é inferior à total contida no alimento, é salutar calcular a quantidade e variedade da alimentação fornecida, a fim de oferecer não apenas o mínimo, mas a quantidade mais apropriada do nutriente ao trabalho que o animal faz no momento. Um filhote, por exemplo, necessita maior quantidade de proteínas e cálcio que um cão adulto; um cão adulto que realize trabalho também terá suas diferenças nutricionais em relação ao cão da mesma raça que apenas sirva de companhia.

sábado 17 dezembro 2011 14:16 , em Alimentação


Alguns aspectos importantes da nutrição animal (ENERGIA E METABOLISMO)

Antes de estudar os nutrientes, é necessário entender como eles são aproveitados pelo organismo, ou seja, como esses alimentos podem ser transformados em energia aproveitável pelas células.

Energia
Classicamente, energia se define como a capacidade de realizar trabalho. E realizar trabalho é deslocar uma massa. Como, então, pode-se dizer que as células do organismo realizam trabalho e, portanto, precisam de energia?
Uma célula produz moléculas que serão por ela utilizadas, por exemplo, para "fabricar" proteínas. Podem-se considerar os átomos, essas moléculas e as proteínas como sendo a massa a ser deslocada pelo organismo. A construção de moléculas depende basicamente do deslocamento de elétrons; apesar de ínfima, esse elétron tem massa.
Portanto, deslocar elétrons, átomos e moléculas é realizar trabalho, requerendo energia. Qual a principal fonte dessa energia? O alimento.

Metabolismo
Poder-se-ia pensar que basta a ingestão do alimento para que cada célula obtenha, à sua maneira, a energia necessária ao seu funcionamento. Mas o organismo tem uma organização bastante complexa, e o quesito obtenção de energia não merecia ser tão simplificado.

Centenas de reações se processam simultaneamente, degradando componentes ingeridos e sintetizando outros, uns  para serem consumidos e outros para serem jogados fora. Cada aparelho ou sistema tem uma função determinada no organismo, e por isso cada conjunto de células se especializa em degradar e sintetizar conjuntos específicos de substâncias químicas. Com isso, tem-se o metabolismo como uma atividade celular altamente coordenada, com propósitos determinados, na qual cooperam muitos sistemas multienzimáticos.

O metabolismo tem quatro funções específicas: (1) obter energia química pela degradação de nutrientes ricos em energia oriundos do ambiente; (2) converter as moléculas dos nutrientes em unidades fundamentais precursoras das macromoléculas celulares; (3) reunir e organizar estas unidades fundamentais em proteínas, ácidos nucléicos e outros componentes celulares; (4) sintetizar e degradar biomoléculas necessárias às funções especializadas das células.

Esclarecendo cada função:
(1) tudo o que há no universo é composto por unidades muito pequenas, denominadas átomos, em que cada constituição particular de átomo denomina-se elemento químico (cálcio, fósforo, carbono etc.); a união de diversos átomos forma o que se denomina substância química, que pode ser pura (apenas um tipo de átomo) ou composta (dois ou mais tipos de átomos), dentre as quais estão as moléculas que formam os vegetais e animais. Esses átomos são compostos, basicamente, por prótons (entidades positivas), nêutrons (entidades neutras) e elétrons (entidades negativas). Os prótons e nêutrons localizam-se no núcleo, e os elétrons formam, envolta do núcleo, uma "nuvem eletrônica", sendo que esses elétrons possuem certas restrições em seus movimentos. É a interação dessas “nuvens eletrônicas" que formam as substâncias químicas e, por sua vez, as moléculas dos organismos. Quando esses elétrons se "movem" pela "nuvem eletrônica", desfazendo ou formando uma nova substância, absorvem ou dispensam energia. E é essa energia, denominada energia química, que é aproveitada pelo organismo.

(2) as diversas substâncias que compõe o alimento são, na sua grande maioria, "grandes demais" para entrarem nas células. O que o organismo faz, então, é "quebrar" essas moléculas gigantes em moléculas menores, que ainda assim são do "tamanho máximo" que podem entrar nas células.

(3) essas macromoléculas são, agora dentro da célula, "remontadas", ou seja, são fabricadas novas substâncias, que serão utilizadas pelas células como "combustível", como formadoras de componentes das células (DNA, por exemplo) etc.

(4) essa "remontagem" atende à necessidade específica de cada tipo de célula, ou seja, cada conjunto de células escolhe, dentre as substâncias anteriormente degradadas, aquelas que servem para fabricar exatamente as substâncias que precisam para trabalhar e sobreviver.

Para ocorrerem essas degradações e sínteses, um conjunto específico de substâncias químicas, as enzimas, atuam em diversas etapas das reações. As enzimas são as unidades funcionais do metabolismo celular, que atuam em seqüências organizadas, catalisando (acelerando) as centenas de reações que ocorrem. Essas enzimas fazem parte de um conjunto de substâncias denominadas proteínas, estudadas mais adiante.

As enzimas são as proteínas mais especializadas do organismo, ou seja, cada enzima desenvolve um ou poucos papéis, determinados, numa etapa específica do metabolismo. Explicando, suponha 5 etapas do metabolismo. A enzima 1 atua na etapa 1, e assim por diante. Ao se colocar a enzima 2 na etapa 3, por exemplo, essa etapa não acontece. Isso constitui a famosa combinação "chave e fechadura" entre enzimas e demais proteínas nas reações do metabolismo.

O metabolismo pode ser dividido em duas "fases": catabolismo e anabolismo. O catabolismo é a fase degradativa do metabolismo; nela, as moléculas orgânicas nutrientes, carboidratos, lipídios e proteínas provenientes do ambiente ou dos reservatórios de nutrientes da própria célula são degradados por reações consecutivas em produtos finais menores e mais simples, como, por exemplo, ácido lático (produzido pelos músculos quando em trabalho pesado e carência de oxigênio); CO2 (produto eliminado na respiração); amônia (um produto de excreção de alguns animais). O anabolismo é uma fase sintetizante do metabolismo. É nele que as unidades fundamentais são reunidas para formar as macromoléculas componentes das células, como as proteínas, DNA etc.. Para ocorrer essas duas "fases" do metabolismo, é necessário um trânsito acentuado de energia.

No catabolismo, por haver a "quebra" de moléculas, há a liberação de energia; por outro lado, o anabolismo é uma fase de síntese, necessitando de energia para sua ocorrência.

sábado 17 dezembro 2011 14:13 , em Alimentação


Alguns aspectos importantes da nutrição animal (CONSIDERAÇÕES GERAIS)

Blog de amigaanimal : Amiga  Animal, Alguns aspectos importantes da nutrição animal (CONSIDERAÇÕES GERAIS)Com o passar dos séculos, o homem trouxe para sua companhia os animais, ou com finalidade de trabalho ou para fins alimentares. Desde esses tempos, o ser humano teve que se preocupar em como manter esses animais, mesmo que um rebanho estivesse livre em um campo. Surge então, junto à domesticação, o processo de alimentação animal. E, com o passar dos tempos e avanço das Ciências, a simples alimentação animal já dava lugar ao estudo da nutrição animal.

Tem-se que estar consciente de uma pequena diferença: alimentação e nutrição. Grosso modo, alimentar é apenas a ingestão de alimento, suprindo as necessidades psíquicas (fome); já a nutrição busca, além da alimentação, suprir todos os requisitos do organismo, ou seja, fornecer os "combustíveis" adequados ao funcionamento correto deste. Assim sendo, deve-se ter uma preocupação considerável com a parte nutricional. 

Atualmente, há um grande cisma sobre o assunto. Há quem defenda veementemente ministrar apenas ração; outros estudiosos, porém, condenam veementemente a ração e lançam a validade apenas da alimentação natural. Há também, claro, quem permaneça em um meio termo. Todas as teorias tem sua validade e também defeitos. Uma alimentação natural pode não suprir as necessidades nutricionais do animal, caso seja preparada inadequadamente, ao passo que uma ração de baixa qualidade pode, além de não nutrir, prejudicar o organismo.

O maior intuito de consumir alimento é fornecer a energia necessária às células, para que possam desempenhar seus diversos papéis no organismo. Cada aparelho ou sistema possui células com papéis específicos que necessitam, portanto, de nutrientes específicos ou quantidades específicas de energia para seu funcionamento.

A energia contida nos alimentos pode ser dividida em duas categorias: energia bruta e energia metabolizável. A energia bruta é a energia total contida no alimento; a energia metabolizável é aquela que pode ser aproveitada pelo organismo. Ao longo da evolução, os diversos animais desenvolveram necessidades diferenciadas, intimamente ligadas ao modo de vida. Um coelho tem necessidades nutricionais diferentes das de um cão, que por sua vez possui necessidades diferenciadas em relação a um gato. Com isso, a capacidade de metabolizar a energia de um mesmo alimento também se diferencia, ou seja, a energia de uma fruta é metabolizada de forma diferente em um cão e no ser humano, por exemplo. Esse fato também está ligado ao desenvolvimento fisiológico: como exemplo cita-se o fato de, em carnívoros, o comprimento dos intestinos influenciar na quantidade de alimento por ele degradado (e metabolizado), ou seja, o homem consegue degradar mais um mesmo alimento em relação a um cão, pois o comprimento do intestino deste é bem inferior ao daquele.

Levando-se em conta essas considerações, diversas pesquisas chegaram às quantidades desejáveis de cada nutriente na alimentação diária. O intuito desse texto não é defender marcas de rações ou quais alimentos frescos oferecer. Caberá ao leitor, em conjunto com um Médico Veterinário de confiança, estabelecer qual o melhor alimento para o cão em questão. Dá-se, apenas, uma noção geral sobre o que deve constar na alimentação. Caso o leitor opte por ração industrializada, escolha aquela que possua em seus ingredientes carnes leves e vegetais, pois rações derivadas apenas de farináceos podem não oferecer nutrição adequada e, por ventura, prejudicar o organismo; optando por alimentação fresca, veja quais desses são de preferência do animal e, junto com o Médico Veterinário, trace um cardápio que balanceie os nutrientes.

sábado 17 dezembro 2011 14:11 , em Alimentação


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